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Prémio OBIE para a melhor Peça em 1992

 
 
 


"A Valsa de Baltimore"
de Paula Vogel

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INTÉRPRETES

ANNA: SANDRA FALEIRO
CARL: ALBANO JERÓNIMO
Restantes Personagens:
HEITOR LOURENÇO

Voz: GENOVEVA FAÍSCA

 

EQUIPA
Autoria
PAULA VOGEL
Tradução
ISABEL MEDINA

Dramaturgia
ISABEL MEDINA | FERNANDA LAPA
Encenação
FERNANDA LAPA
Cenografia
ANA VAZ

Coreografia
MARTA LAPA
Figurinos
MARTA LAPA

Música Original
JOÃO BENGALA

Desenho de Luz
DANIEL WORM D'ASSUMPÇÃO

Assistência de Encenação
ISABEL MEDINA
Cartaz e Grafismo
CÂNDIDA VIEIRA

Spot Vídeo
JOÃO BARAHONA

Diapositivos
ARMANDA CLARO

Produção Executiva
DINA LOPES

Operação de Luz e Bilheteira
INÊS POMBO

Operação de Som
CONSTANÇA LOBO

 

Sala Novas Tendências da Comuna

Estreia a 16 de Setembro, 2004

 


A história de dois irmãos: Carl e Anna.
Anna, aparentemente, contraiu uma doença terminal, a DCS (Doença Contraída nas Sanitas), porque pertence a um grupo de risco, o das educadoras infantis solteiras, e apanhou a doença porque utilizou as sanitas das crianças.
Ao saber que vai morrer, Anna decide viajar com o irmão até à Europa, à procura de um médico alemão de quem se diz ter encontrado a cura. Várias figuras masculinas cruzam o seu caminho (representadas pelo mesmo actor). Anna deixa-se seduzir por elas, numa cadeia de relações sem futuro, enquanto Carl, o irmão, transporta consigo um coelho de peluche, que parece ser um sinal para aqueles que se cruzam com ele.
No entanto, nada é o que parece, e o perturbante final dará a resposta à “viagem” dos irmãos.
O formato de “A Valsa de Baltimore” é quase etéreo e poético, desenvolvendo-se em cenas muito curtas, cómicas, surreais, como os sonhos. A estratégia de Paula Vogel é brilhante: Carl é o doente terminal, vítima de SIDA. Ele e a irmã nunca saíram do Hospital. A acção da peça resume-se ao momento exacto em que o médico diz a Anna que o irmão morreu. O “choque” leva Anna a empreender essa vertiginosa viagem.

Paula Vogel dedica a peça ao irmão que morreu com SIDA.

 
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