Assistência de Encenação ISABEL MEDINA Cartaz e Grafismo CÂNDIDA VIEIRA
Spot Vídeo JOÃO BARAHONA
Diapositivos ARMANDA CLARO
Produção Executiva DINA LOPES
Operação de Luz e Bilheteira INÊS POMBO
Operação de Som CONSTANÇA LOBO
Sala Novas Tendências da Comuna
Estreia a 16 de Setembro, 2004
A história de dois irmãos: Carl e Anna.
Anna, aparentemente, contraiu uma doença terminal, a DCS (Doença Contraída nas Sanitas), porque pertence a um grupo de risco, o das educadoras infantis solteiras, e apanhou a doença porque utilizou as sanitas das crianças.
Ao saber que vai morrer, Anna decide viajar com o irmão até à Europa, à procura de um médico alemão de quem se diz ter encontrado a cura. Várias figuras masculinas cruzam o seu caminho (representadas pelo mesmo actor). Anna deixa-se seduzir por elas, numa cadeia de relações sem futuro, enquanto Carl, o irmão, transporta consigo um coelho de peluche, que parece ser um sinal para aqueles que se cruzam com ele.
No entanto, nada é o que parece, e o perturbante final dará a resposta à “viagem” dos irmãos.
O formato de “A Valsa de Baltimore” é quase etéreo e poético, desenvolvendo-se em cenas muito curtas, cómicas, surreais, como os sonhos. A estratégia de Paula Vogel é brilhante: Carl é o doente terminal, vítima de SIDA. Ele e a irmã nunca saíram do Hospital. A acção da peça resume-se ao momento exacto em que o médico diz a Anna que o irmão morreu. O “choque” leva Anna a empreender essa vertiginosa viagem.
Paula Vogel dedica a peça
ao irmão que morreu com SIDA.