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Pulitzer Prize para a Melhor Peça em 1998
Obie para a Melhor Peça em 1997
Drama Desk para Melhor Peça
The Outer Critics Circle Award para Melhor Peça
Lucille Lortel para Melhor Peça em 1998

 
 
 


"Como Aprendi a Conduzir"

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INTERPRETES:
LI'L BIT: MARIA HENRIQUE
PECK: ROGÉRIO SAMORA
Coro Grego Masculino: AMADEUS NEVES
Coro Grego Feminino: ISABEL MEDINA
Coro Grego Adolescente:
DINA LOPES

FICHA ARTÍSTICA:

Autoria: PAULA VOGEL
Tradução: ISABEL MEDINA
Encenação: FERNANDA LAPA
Cenografia: JUAN SOUTULLO
Figurinos: MARTA LAPA
Música original e selecção musical: JOÃO LUCAS
Desenho de Luzes:
CARLOS ASSIS
Co-produção: Escola de Mulheres /  Teatro Nacional D. Maria II

Estreia a 7 de Julho, 2004
Sala Garrett Teatro Nacional D. Maria II

 


Um enredo surpreendente sobre as relações de uma adolescente com o seu tio por afinidade, um homem de cerca de 40 anos. Embora seja uma abordagem ao abuso de menores (sem que o acto sexual alguma vez se concretize), “Como Aprendi a Conduzir” é uma história de amor e de contradição ética e moral que nos faz questionar os limites do certo e do errado.
Paula Vogel afirma sobre esta sua obra: “ Recebemos grandes provas de amor de pessoas que nos fazem mal”. A protagonista (Li’I Bit) recebe grandes lições de vida de quem a magoa profundamente. O elemento mais importante deste texto belo, perturbador e muito divertido, é a força, a energia para a vida, que a “Pequenina” acaba por encontrar a partir de uma relação que, ao longo dos anos, a poderia destruir. Vogel quer demonstrar que chega uma altura na vida em que é necessário fazer contas com o passado e encontrar alguma paz: “Muitas pessoas não conseguem nunca ultrapassar a raiva que sentem contra os abusos de que foram vítimas em crianças e na adolescência” e essa raiva irá envenenar todas as suas relações no futuro, destruindo as suas vidas. Como é possível viver com a memória de um acontecimento traumático? Como é possível reconhecer alguma coisa de bom em algo tão perturbador? Como se poderá perdoar o transgressor e perdoar-se a si mesmo? Como se aprende a conduzir a vida?
“Como Aprendi a Conduzir” é, sobretudo, uma lição de amor e de compreensão, para se conseguir sobreviver.
A peça é também, de forma cativante, cómica e terna, um olhar sobre o núcleo familiar, os seus abismos, desvios e transgressões, apesar do amor.

 
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