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de Isabel Medina, Rachid Mountasar, Jean-Luc Paliès e Pedro Alvarez-Ossorio

 
 
 


"Fuera, Fora, Dehors!"

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INTÉRPRETES:

FATNA Leonor Galindo-Frot (Argentina-Espanhola)

ELENA Luciana Ribeiro (Portuguesa)

CONSUELO Rita Cruz (Portuguesa)

NAHIR Pedro Barbeitos (Português)

MUSIDO Benjamín Peñamaría (Francês-Espanhol)

 

EQUIPA

Autoria: ISABEL MEDINA, JEAN LUC PALIÈS, RACHID MOUNTASAR e PEDRO ALVAREZ-OSSORIO

Encenação: PEDRO ALVAREZ-OSSORIO

Compositor: SANTIAGO MARTINEZ

Cenografia e Figurinos: ANA VAZ

Desenho de Luz: JEAN-LUC PALIÈS

Assistência de Encenação: ISABEL MEDINA

Concepção Vídeo: ANA ALVAREZ-OSSORIO

Coordenação Produção: MANUELA JORGE

Produção executiva: ANTÓNIO MORALES, TONI HURTADO (Espanha), FLORENCE CAMOIN (França), MARLENE CHARNECA e MIGUEL CINTRA (Cendrev)

Assistência de Produção: INÊS POMBO

Direcção Técnico: PEDRO MACHADO

Cenografista: MARINEL MATOS

Co-Produção: ESCOLA DE MULHERES (Portugal) / ATAES (Espanha) / CENDREV (Portugal) / INFLUENSCENES (França)

 

ESPECTÁCULOS
Teatro da Comuna, Lisboa, Portugal - Dias 27 e 28 de Outubro às 21h.30 - 29 de Outubro às 16 horas
Festival de Badajoz, Espanha - Dia 1 de Novembro
Festival de Alicante, Espanha - Dia 18 de Novembro
Festival Madrid Sur, Espanha - Dias 24 e 25 de Novembro
Sala Yago, Santiago de Compostela, Espanha - De 30 de Novembro a 3 de Dezembro
Encontro Teatro em Évora, Portugal - Dias 6 e 10 de Dezembro
Festival Entre Culturas, Espanha - Dias 15 e 16 de Maio de 2007
Teatro de Fontenay-sous-Bois,Paris, França - 22 e 23 de Maio, 2007

  Em regime de residência em Évora, a Escola de Mulheres e o Cendrev deram início aos ensaios da co-produção Luso-Franco-Espanhola "Fuera, Fora, Dehors", um texto de Isabel Medina, Jean Luc Paliès, Rachid Mountasar e Pedro Alvarez-Ossório.
O espectáculo sobre o tema da imigração, é uma fábula onde a realidade e o sonho se confrontam e interligam, através do olhar de uma adolescente.
Numa época em que os fluxos migratórios e os conflitos multiculturais se agudizam, esta é a reflexão oportuna num mundo em mudança.
Pedro Alvarez-Ossório encena, com a colaboração de Isabel Medina, um elenco europeu com a participação dos portugueses Luciana Ribeiro, Pedro Barbeitos e Rita Cruz.

CONCEITO ARTÍSTICO DO ESPECTÁCULO
Constituído por Prólogo, três Jornadas e Epílogo, “O Olhar do Outro” é uma fábula sobre a imigração e as suas consequências nas sociedades europeias, num tempo de grandes fluxos migratórios que irão modificar, a médio prazo, a cultura e a língua dos países de acolhimento, tal como hoje os conhecemos. É, por isso, a melhor altura para se reflectir sobre esta realidade incontornável.

Três mulheres de nacionalidades, gerações e culturas diferentes, irão encontrar-se numa praia, cada uma por sua razão: Fatna, marroquina, espera a chegada do neto que fugiu de Marrocos, numa patera, à procura de uma vida melhor. Ela é a sabedoria, a cautela de alguém que já conhece as vicissitudes da vida de um imigrante e que a ela se soube adaptar. Consuelo, equatoriana, fugiu da casa onde trabalhava como interna, porque o filho mais velho tentara violá-la. Ela é o olhar da criança, criança obrigada a crescer depressa demais, sem tempo para absorver a realidade, enviada pela família para a Europa na esperança de encontrar uma saída para outros da família. Elena, ucraniana, em busca de uma vida melhor, com sonhos de actriz, vê-se obrigada pela Máfia, a prostituir-se. Mas não se conformando, e com um bebé ainda pequeno, tenta a fuga. A estas três mulheres, irá juntar-se Nahir, o misterioso africano, contador de estórias e vendedor de tapetes, secreto no que a si próprio diz respeito, mas que irá ser o catalisador das diversas vivências. O seu papel é, metaforicamente, o papel do historiador que regista o momento para que mais tarde a História não esqueça as estórias da imigração. E também um músico que não fala, Músido. Músido transporta também o seu segredo: ele não é imigrante e não quer falar porque ainda não sabe que posição tomar, como expressá-la, como interferir ajudando, sem interferir destruindo.

Estas cinco personagens irão viver uma estória quase policial, em que se irão descobrindo e criando afinidades, acabando por reorientar as suas vidas em conjunto, apesar das perdas que cada um vai sofrendo, ganhando outros valores e outros conhecimentos.

Um texto forte mas poético, em tom de “thriller”, em que a realidade é lembrada através de uma gravação verídica, em OFF, de conversas entre as várias forças policiais que controlam a chegada de uma patera, acabando, por razões meramente burocráticas, por perdê-la de vista, deixando à sua sorte cerca de 30 clandestinos. Estes acabarão por morrer e os seus corpos serão encontrados no dia seguinte.

Espectáculo de teatro, música, dança e multimédia, reflecte as grandes preocupações e dificuldades com a integração, o multiculturalismo, as fronteiras linguísticas e sociais, etc. Tenta também ser a imagem daquilo em que o mundo se está a tornar: uma miscenização de raças, línguas e culturas, que tentam encontrar sentidos e percursos de vida comuns, mantendo, no entanto, as suas tradições e crenças naquilo que lhes é singular e único.
 
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