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Maria Callas é a referência do Belo Canto do século XX. Foi a voz e a actriz que interpretou todos os tons da paixão. Foi a que inovou e, como tal, não foi poupada. Amou e foi traída. A sua afirmação difícil no mundo da ópera e a luta que travou para obter o lugar que lhe era devido no Scala de Milão; as suas paixões, o casamento com Meneghini e a vida em comum com Aristóteles Onassis, o seu fim quase obscuro em Paris ; a sua força e as suas fraquezas, na sociedade mundana que a devorou, foram as linhas de força para um espectáculo em que a música, o teatro, o vídeo e o desfile de moda se interligam.
A mundaneidade que Callas tanto cultivou foi fonte de inspiração para a estilista e figurinista Luisa Pinto apresentar uma colecção de alta costura com referências ao ‘glamour’ dos anos 50 e 60
O livro de Rita Cerdeiros ‘Maria Callas-de Lúcia a Violeta’ foi a base para a dramatização deste espectáculo. |