Home Page Image
 

de Jorge Humberto Pereira, prémio Bernardo Santareno, 2006

 
 
 


"Ódio"

  ...

INTÉRPRETES:

Monólogo interpretado por FERNANDA LAPA

 

EQUIPA:
Autoria: JORGE HUMBERTO PEREIRA
Encenação: FRANCISCO CAMACHO
Cenografia: ANA VAZ / FRANCISCO CAMACHO
Design Gráfico:
ALBUQUERQUE MENDES

Fotografia de Cena: MARGARIDA DIAS
Assistência de Encenação: SARA CARINHAS

Produção: MANUELA JORGE
Direcção Técnica: PEDRO MACHADO
Assistência Técnica: RUI RAPOSO / MARINEL MATOS

BÁRBARA ROCHA / GUILHERME DUARTE
Operação de Som:
INÊS POMBO

Produção: ESCOLA DE MULHERES

 

Estreia, dia 10 de Novembro no Teatro Sá da Bandeira, em Santarém
Estreia, dia 15 e 16 de Novembro, na Galeria Graça Brandão em Lisboa

 

Digressões:

Galeria Nave da Câmara Municipal de Matosinhos, 10 de Março, 2007

Auditório Paços do Concelho De São João da Madeira, dia 28 de Setembro, 2007

 

 

Em ÓDIO propõe-se um lugar em mutação. Inicialmente, encontra-se delineado de forma clara e rigorosa, convertendo-se progressivamente num amontoado de objectos. No final, a distribuição dos elementos existentes constrói imagens que ali coabitam. Esta tarefa ininterrupta é desempenhada por alguém que rememora o seu passado. O lado prático da sua acção, com um objectivo que se vai deixando adivinhar, tem o contraponto na desordem das imagens que evoca, na desconexão entre estas. Assim, à fragmentação do que é dito, justapõe-se a continuidade da acção. É esta que nos pode indicar a procura de um sentido, por parte de quem os descreve, para os fragmentos de memória. Se esta figura é sistematicamente assaltada pelo horror, é da ordem estética que a sua acção releva. Habitam-na o trauma e o terror, investe na busca de um sublime possível.
Se o espaço é mutável, também quem nele circula não permite classificações imediatas. A sua identidade não é fixa. Aquele corpo - de mulher, dir-se-á - fala no masculino. O trauma de guerra extravasa o teatro desta e invade os espaços domésticos. Assim foi com a Guerra Colonial Portuguesa, que deixou marcas nos lares da metrópole, nos corpos de mulheres e familiares dos combatentes. Assim, o discurso em ÓDIO não é tanto o de um só indivíduo mas o que se apossou de vários seres, diferentes homens e mulheres.

 

Francisco Camacho

 

 
webdesign by 0704