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de Brian Friel
A acção decorre num lar católico constituído por cinco irmãs solteiras que se esforçam pela manutenção de uma vida familiar no Condado de Donegal, na Irlanda, na década de trinta. A história do seu último ano juntas é narrada por Michael, o filho ilegítimo de uma das irmãs. A peça decorre durante as semanas de Lughnasa, as festas irlandesas das colheitas, assim chamadas a partir do deus pagão irlandês, Lugh. Para Michael, as memórias incandescentes daquele Verão são o aparecimento do seu pai, o charmoso Gerry Evans; os efeitos provocados nas suas tias pelo “Marconi”, um rádio dotado de poderes contagiantes, dionisíacos; e o regresso de África do seu tio missionário, o Padre Jack.
O “Marconi” ganha uma força especial para cada uma das irmãs – por causa da música, que embora censurada de acordo com princípios religiosos, lhes abre os horizontes da dança... As mulheres de “Danças A Um Deus Pagão” entregaram a sua juventude e os seus sonhos a uma vida da qual só a dança as pode libertar.Tal como a música, a dança confessa aquilo que não pode ou não deve ser falado. “Não fales mais, chega de palavras” diz a mãe de Michael ao seu pai quando executam uma série de passos à Fred Astaire e Ginger Rogers...
Patrocínios
Ministério da Cultura
Câmara Municipal de Lisboa
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