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"Sonata de Outuno"
de Ingmar Bergman

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INTÉRPRETES

ANA BUSTROFF
FERNANDA LAPA
MARTA LAPA
VIRGÍLIO CASTELO

 

EQUIPA
Autoria
INGMAR BERGMAN
Tradução
FERNANDA LAPA, JONAS OMBERG
Encenação
FERNANDA LAPA | CUCHA CARVALHEIRO
Cenografia e Figurinos
ANTÓNIO LAGARTO

Desenho de Luz
MÁRIO BESSA

Selecção Musical
NUNO VIEIRA DE ALMEIDA
Elocução
LUÍS MADUREIRA
Fotos
MARGARIDA DIAS
Produção Executiva
MANUELA JORGE


Teatro Municipal São Luíz
de 02 a 25 de Novembro, 2007

 


O instinto maternal é uma mentira ou Sonata de Outono. Mãe e filha encontram-se depois de sete anos de separação. A mãe, Charlotte, é uma pianista mundialmente famosa, já sexagenária e ainda no auge da sua carreira. Uma mulher capaz de interpretar as mais delicadas composições de Chopin ou Beethoven, mas sempre incompetente ao tentar interpretar a própria filha, Eva. A Eva nenhuma palavra ou gesto lhe passou despercebida ao longo da sua vida, especialmente se estas palavras e gestos vieram da mãe. Considera-se “filha de uma mãe que nunca fica frustrada, decepcionada ou infeliz”, definição que, mesmo irónica, a marcou para sempre, uma vez que Charlotte lhe impôs doses equivocadas de felicidade e segurança. Casada com Viktor, um pastor protestante passivo e observador, ela vê o marido como um amigo, sendo, como é, incapaz de acreditar no amor. Helena, a irmã mais nova, sofre de uma doença degenerativa, o que afastou sempre de si a mãe. Neste regresso, Charlotte é obrigada a confrontar-se com o facto de as duas irmãs viverem juntas.

Bergman destrói a convenção das relações afectuosas entre mães e filhas. A dor é a personagem central deste huis-clos que nos sufoca pela sua dureza.

 

 
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