Home Page Image


IMPRENSA




 
 


"Ele, Ela ou o que Quiserem"
a partir de Noite de Reis de William Shakespeare

  ...

INTÉRPRETES
ANA TAVARES (Orsino)
BÁRBARA CONDE
(Curio, Fabião, Cura)
TOMÁS PORTO
(Viola, Cesário)
FÁBIO VAZ (Capitão, António)
FILIPA TOMÉ
(Telmo)
RUI LOUZEIRO
(Maria)
CAROLINA CURADO
(André)
SÉRGIO NEVES
(Bobo)
GABRIEL VICENTE
(Olívia)
EUNICE DA SILVA
(Malvolio)
FILIPA MARUJO
(Sebastião)
TIAGO PEDROSA
(Música, Guarda)

EQUIPA
Texto
WILLIAM SHAKESPEARE
Encenação
FERNANDA LAPA
Assistência de Encenação
GABRIELA SEGURADO

Música Original
TIAGO PEDROSA
Desenho de Luz
RUI LOUZEIRO, TOMÁS PORTO, GABRIEL VICENTE e JOÃO ALVES # (alunos prof. João Cárceres Alves)
Cartaz
DANIELA GOMES ## (orientação Prof. Célia Figueiredo)
Caracterização
GABRIELA SEGURADO #
Operação de Luz
JOÃO ALVES
Fotografia
TÂNIA CHITA
Cop
rodução ESCOLA DE MULHERES | UNIVERSIDADE DE ÉVORA | TEATRO CONSTANTINO NERY


Sala Preta da Fábrica dos Leões, Évora
19, 20 de Janeiro, 2012
Clube Estefânia (espaço Escola de Mulheres)
27, 28 e 29 de Janeiro, 2012
Cine-teatro Constantino Nery, Matosinhos
18 de Fevereiro, 2012

# Alunos Licenciatura em Teatro da Universidade de Évora
## Aluna de Doutoramento em Artes Visuais da Universidade de Évora


 


Noite de Reis ou o que quiserem é uma comédia de Shakespeare onde “nada do que é na realidade, é” (Ato III, cena 1).
Esta é, talvez, uma das primeiras peças da história do teatro Mundial onde o cross-dressing, obrigatório na era Isabelina, é utilizado para uma reflexão, avant-la-lettre, da construção do género. “A rapariga (Viola) disfarça-se de rapaz, mas anteriormente, o rapaz havia-se disfarçado de rapariga… O disfarce é duplo, como se representasse em dois níveis diferentes: o rapaz disfarça-se de rapariga que se disfarça de rapaz. A ação desenrola-se na Ilíria, onde a ambiguidade é o princípio tanto do amor como da comédia. Todos falam de amor, um amor violento e impaciente. Três seres esgotam todas as formas do amor. Olívia ama Cesário, Cesário ama o Duque, o Duque ama Olívia, mas não podemos esquecer que Cesário é Viola. O triângulo Shakespeariano sofre uma transformação: há um homem e duas ou antes, um homem, uma rapariga e uma mulher. Para Olívia, Viola é um rapaz efeminado: para o Duque, ela é uma rapariga arrapazada. Para Olívia, o andrógino shakespeariano faz-se de rapaz. Para o Duque, faz-se de rapariga. Pela terceira vez, é uma mutação do mesmo triângulo. Olívia e o Duque estão simultaneamente enamorados de Cesário-Viola, do rapaz-rapariga… A Ilíria é o país do delírio amoroso… Acaba-se a Comédia. Que desejam? Um rapaz ou uma rapariga? Os atores despem os figurinos – eis consumada a terceira metamorfose do triângulo amoroso – Rrestam apenas um homem e dois rapazes. Mas definitivamente, o que era aparência nesta comédia de equívocos? Só há uma resposta: o sexo. O amor e o desejo passam do rapaz à rapariga e da rapariga ao rapaz”. (Jan Kott, em Shakespeare, nosso contemporâneo). Nesta encenação resolveu-se ir mais longe. Os papéis masculinos são quase exclusivamente representados por mulheres. No entanto, é um homem que interpreta a personagem António que tem uma paixão homossexual por Sebastião, neste caso, representado por uma mulher… A Ilíria é, definitivamente, o país do delírio amoroso, ou seja: das metamorfoses do sexo…

 

 
webdesign by 0704