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IMPRENSA




 
 


"GIL NÔ"
Textos de Nô cruzam-se com cenas da Obra Vicentina

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INTÉRPRETES
ANA MARGARIDA DINIZ
DÉBORA SANTOS

DIOGO DURO
JOÃO PAULO ALVES
MAFALDA MARAFUSTA
PAULO PIMENTA
SOFIA PEREIRA

SOFIA RAMOS
SORAYA LOPES
VANDA RODRIGUES
VERA BARROQUEIRO

(alunos do 2º ano da Licenciatura do Departamento de Artes Cénicas da Universidade de Évora)

EQUIPA
Textos
GIL VICENTE
BALTAZAR DIAS
TEATRO NÔ

Direcção e Encenação
Profª.
FERNANDA LAPA
Apoio Vocal
Prof. JOÃO GROSSO e Profª. JOANA MANUEL (canções)
Movimento
Prof. NICOLAU ANTUNES
Figurinos
MARTA RIERA **
Desenho de Luz
TÂNIA NETO ***
Concepção e Execução Máscara
DIOGO DURO **
Design Gráfico
JOANA OLIVEIRA ****
Apoio Montagem Luz
Prof. JOÃO CÁCERES ALVES
Contra-Regra
CUSTÓDIA MELO
Direcção Produção Escola de Mulheres
MANUELA JORGE
Criação e Co-produção
ESCOLA DE MULHERES | UNIVERSIDADE DE ÉVORA (DEP. ARTES CÉNICAS)

Sala Preta da Fábrica dos Leões, Évora
19, 20 e 21 de Julho, 2011
Cine-teatro Constantino Nery, Matosinhos
28 e 29 de Julho, 2011
Clube Estefânia (espaço Escola de Mulheres)
5, 6 e 7 de Agosto, 2011

** Alunos do 2º ano de Licenciatura em Teatro da Universidade de Évora
*** Aluna de Doutoramento em Artes Visuais da Universidade de Évora
**** Aluna de Design do Departamento de Artes Visuais da Universidade de Évora


 


O processo de combinação do real com o irreal é semelhante em Gil Vicente e no Teatro Nô. “Nesta identidade de processos, o mais surpreendente é a sua extrema simplicidade, que no teatro Vicentino muitas vezes é interpretada como primitiva, e que no Nô corresponde aos mais estilizados processos de arte cénica. Em ambos se cruzam pessoas reais com figuras ideais da religião e da lenda. No Nô - espetros, deuses e demónios aparecem disfarçados de guerreiros, de padres ou de mulheres para logo descobrirem a sua verdadeira identidade libertando as longas cabeleiras vermelhas e ostentarem máscaras demoníacas”.*
Roupas coloridas, máscaras, coro, música de flauta e percussão, dança e imobilidade estatuária das figuras são processos técnicos e estéticos que usamos na criação deste espetáculo. No século XVI, o teatro português foi levado pelos Jesuítas até às comunidades cristãs do Japão onde se terão fundido técnicas e estéticas teatrais tão aparentemente opostas. Este trabalho, levado a cabo com alunos do 2ºano de Licenciatura em Teatro da Universidade de Évora, pretende ser uma investigação prática sobre a possibilidade de encenação de Gil Vicente à luz dos postulados do Teatro Nô.

Textos de Gil Vicente incluídos neste espetáculo:
Excertos de: Auto da Mofina Mendes, Auto Pastoril Português, Exortação da Guerra, Auto da Sibila Cassandra, Auto da Lusitânia.
Excerto de “Malícia das Mulheres” de Baltazar Dias
Teatro Nô – “Sesshôseki” ou “A pedra que Mata

* Martins Janeira, Armando –  O Teatro Vicentino e o Teatro Clássico Japonês

 
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