"O Outro" a partir de O Estranho Caso de Dr. Jekyll and Mr. Hyde
de Robert Louis Stevenson
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INTÉRPRETES MARGARIDA GONÇALVES RUI LIMA
Música ao Vivo: SÉRGIO MARTINS EQUIPA
Dramaturgia e Encenação ANA LUENA e MARTA LAPA
Cenografia E Figurinos ANA LUENA Desenho de Luz RUI MONTEIRO Música Original SÉRGIO MARTINS e RUI LIMA Fotografia
ANA PEREIRA Fotografia de cena e Vídeo Promocional
PAULO MARTINS
Design Gráfico JOÃO CÉSAR NUNES
Execução e Montagem Cenário AMÉRICO CASTANHEIRA - FAÇO TUDO Coordenação técnica, montagem luz, som
EDUARDO ABDALA e RUI MONTEIRO
Cabelos CARLOS ALMEIDA e MANU (ANJOS URBANOS) Registo integral Vídeo ALEXANDRE SIMÕES Montagem Escola de Mulheres
INÊS POMBO, JOÃO MONTEIRO Produção Teatro Bruto
ANA FERNANDES Direcção Produção Escola de Mulheres MANUELA JORGE coprodução ESCOLA DE MULHERES | TEATRO BRUTO
Fábrica Social, espaço Teatro Bruto 25 de Junho a 10 de Julho, 2011
Clube Estefânia (espaço Escola de Mulheres) 15 a 31 de Julho, 2011
O Outro é uma criação e co-produção da Escola de Mulheres e do Teatro Bruto, numa visão cénica dupla de Ana Luena e Marta Lapa. Um processo de contágio onde se confundem e misturam intencionalmente as matérias, os conceitos e as linguagens. Nesse sentido, e como criadoras de propostas teatrais tão diferentes, a ideia do duplo assume-se desafiante em todas as suas equações. O Estranho caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde, retrata a natureza dual da personalidade humana, nessa guerra permanente entre o bem e mal, a razão e o instinto. A consciência de Dr. Jekyll da duplicidade do seu carácter, leva-o a querer separar os aspectos benéficos e maléficos da sua natureza, desenvolvendo para isso no seu laboratório, situado num teatro anatómico, uma droga a que ele recorre para libertar o seu alter ego. A partir da ideia de que o Homem transporta em si pulsões antagónicas, patente no romance de Robert Louis Stevenson, interessa-nos explorar e descortinar as múltiplas formas deste enunciado. Não se pretende reconstruir uma narrativa teatral desta obra, mas recriar e criar um objecto cénico distinto a partir das pistas que ela nos apresenta. A natureza do duplo assume-se então como espectacular, alternando e realizando a sua figuração espectral entre a vida e a morte, entre os sexos, entre si e o objectivo, entre o reconhecimento e a negação do real. O Outro é uma inquietante dúvida entre um ser uno e a possibilidade da sua transcendência, na criação de duplos que se transformam num outro. Um caminho para a liberdade onde só a morte afirma de novo a sua unidade enquanto algo irredutível, cessando a ilusão de ser outro, ou de que este outro corresponda ao seu duplo. A procura da liberdade conduz-nos às trevas e estilhaça a moralidade.