EQUIPA
Autoria MARK RAVENHILL
Tradução, Dramaturgia ISABEL MEDINA
Encenação ISABEL MEDINA
Cenografia RUI ALEXANDRE Desenho de Luz e Assistência Encenação INÊS POMBO Música Original JOÃO BENGALA Voz GENOVEVA FAÍSCA Figurinos HUGO SEQUEIRA vestido por DIELMAR
OLIÍVIA vestida por RUI ALEXANDRE
Fotografia Cartaz e Vídeo Cena MANUELA JORGE Design Gráfico VASCO LOPES
Execução e Montagem Cenário MARINEL MATOS e TIAGO RAMOS
Execução cortina FMODA Assistência de Produção RAQUEL LOUREIRO Assistência Geral
ANDREIA DE SOUSA e SARA DE AMORIM Operação de Som ANDREIA DE SOUSA Operação de Vídeo SARA DE AMORIM Direcção Produção Escola de Mulheres MANUELA JORGE Produção ESCOLA DE MULHERES
Clube Estefânia (espaço Escola de Mulheres) 06 de Maio a 06 de Junho, 2010
Espectáculo de Abertura do Festival de Monónologos - Cabeças Falantes
Ela é uma jovem estrela em ascensão. Precisa acima de tudo de um argumento que a salve do inferno dos filmes classe B. Um guião que consiga equilibrar integridade artística e recordes de bilheteira. Ele acha que tem a ideia perfeita - apresenta-lhe uma personagem, Amy que é uma jovem executiva de topo. Vítima indirecta do atentado de 2001 às Torres Gémeas, Amy carrega a morte de Troy como uma ferida por estancar.
De regresso a Londres depois de uma viagem de trabalho, Amy conhece Mohammed, um muçulmano misterioso a quem oferece boleia e com quem rapidamente se envolve, até descobrir que Mohammed integra um corpo de bombistas suicidas da Jihad cuja missão é fazer explodir alguns dos mais célebres monumentos europeus um argumento que consegue misturar uma tórrida história de Amor com o espectro sombrio do Terrorismo e grandes, enormes explosões.
Com Product, Ravenhill pega nas convenções dramáticas aceites e oferece-nos uma narrativa veloz com uma intriga engenhosa de âmbito épico. A peça não nos permite apenas concordar ou discordar com a temática. Convida-nos antes, com um humor espirituoso e uma análise incisiva, a perguntar como podemos compreender melhor as nossas próprias respostas aos tempos que actualmente atravessamos. O Argumento - Product não aparece apenas como uma das reacções mais eloquentes do teatro à nova (des)ordem mundial, contribui para estabelecer Ravenhill como uma das vozes mais originais e articuladas que surgiu no teatro britânico nos últimos vinte anos. Mark Ravenhill sentiu necessidade de regressar a um dispositivo teatral simples, privilegiando uma comunicação directa. O resultado foi precisamente O Argumento - Product, um monólogo escrito (e interpretado pelo próprio, na sua estreia mundial), onde um produtor de cinema narra a história do guião do seu próximo filme à actriz que pretende contratar.