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"Sétimo Céu"
de Caryl Churchill

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INTÉRPRETES
Clive / Cathy/bill: JOÃO GROSSO
Betty / Edward: SÉRGIO PRAIA
JOSHUA / GERRY: AMADEU NEVES
Maud / BETTY: FERNANDA LAPA
EDWARD / VITÓRIA: MARTA LAPA
Ellen / Mrs. Saunders / Lin:
SOFIA NICHOLSON
Harry / Martin: LUÍS GASPAR
Canção “SÉtimo CÉu”:
MANUEL JOÃO VIEIRA



EQUIPA
Autoria
CARYL CHURCHILL
Tradução
PAULO EDUARDO CARVALHO
Dramaturgia e Encenação
FERNANDA LAPA
Cenografia
ANA VAZ
Escultura de Cena
CARLOS MATOS
Música Original
JOÃO LUCAS
Movimento
MARTA LAPA
Assistência de Encenação
ANA MARGARIDA PEREIRA

Desenho de Luz
BRUNO SANTOS
Adaptação Luz
MARINEL MATOS

Vídeo
EDGAR FONSECA
Fotografia Cartaz
MANUELA JORGE
Fotos Site
INÊS POMBO | MANUELA JORGE

Design Gráfico
ANTÓNIO QUEIRÓS
Direcção de cena
INÊS POMBO
Aluguer de Figurinos
ATELIER MARIA GONZAGA
Execução esculturas de cena
MARINEL MATOS | PAULA HESPANA |
RUI GORJÃO
Assistência Cenografia
MARINEL MATOS
Produção Executiva
MANUELA JORGE
Assistente de Produção
MAFALDA SEBASTIÃO
Apoio Técnico
JOÃO ALVES

Co-produção ESCOLA DE MULHERES |
CÂMARA MUNICIPAL DE MATOSINHOS CINE-TEATRO CONSTANTINO NERY


Cine-Teatro Constantino Nery
19 de Novembro a 7 de Dezembro, 2008
Teatro Municipal Mirita Casimiro
22 de Janeiro a 22 de Fevereiro, 2009

 


O Primeiro Acto desenvolve-se em África, numa colónia britânica da época vitoriana. Apesar dos ecos que indicam as primeiras lutas dos nativos pela autodeterminação, uma família colonial vive o seu dia-a-dia num ambiente de aparente normalidade.
Clive, o homem branco, impõe os seus ideais à família e aos indígenas: a Betty, sua mulher (interpretada por um actor, porque ela quer ser o que os homens querem que ela seja); a Joshua, o criado preto (interpretado por um branco pela mesma razão); a Edward, o seu filho de oito anos a quem tenta impôr um comportamento masculino (e por isso interpretado por uma mulher).
Estabelecendo um paralelismo entre a opressão colonial e a opressão sexual, Caryl Churchill faz com que Betty, “a esposa submissa” se atire literalmente ao melhor amigo do seu marido, Harry. Este, um homossexual não assumido, tem relações sexuais com o criado preto e desperta em Edward, o filho de Clive, as suas pulsões homossexuais.
Ellen, a governanta, revela que a sua devoção pela patroa não é uma questão de obrigação contratual, mas de atracção erótica. Clive que tem uma relação secreta com Mrs. Saunders (a viúva independente), esforça-se por manter o mundo tal como quer continuar a vê-lo.
E, é assim, que o primeiro acto termina com uma festa de casamento. Só que os noivos são: o amigo homossexual e a governanta lésbica. E o pacífico criado preto aponta uma arma a Clive enquanto o pano cai.
No Segundo Acto saltamos cem anos, embora nos seja pedido aceitar a convenção de que as personagens que vimos no Primeiro Acto só tenham envelhecido vinte e cinco. A acção desenrola-se num parque em Londres. Betty (agora interpretada por uma actriz) é uma mulher de meia idade. Libertou-se do marido opressivo e está em pleno processo de divórcio. A filha, Vitória, (que no Primeiro Acto era representada por uma boneca) é casada com Martin, o protótipo do marido “liberal”. O filho Edward (agora interpretado por um actor) é um “gay” que vive com o namorado, Gerry, uma relação dolorosa.
Mantendo essencialmente as mesmas personagens, colocadas ostensivamente num mundo diferente, Caryl Churchill demonstra-nos como, acabada a repressão política e os tabus sexuais, a mentalidade subjacente à estrutura familiar se alterou pouco.

 

 
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