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"Uma peça mais Tarde + O jogo de Ialta"
de Brien Friel

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INTÉRPRETES

JOÃO LAGARTO (Andrei Prózorov, Dmítri Dmítrich Gúrov)
SANDRA FALEIRO (Sónia Serebriakova, Anna Serguéevna)

EQUIPA
Autoria
BRAIN FRIEL
Tradução
PAULO EDUARDO DE CARVALHO
Encenação
NUNO CARINHAS
Cenografia e Figurinos
ANA VAZ | NUNO CARINHAS
Desenho de Luz
JOSÉ CARLOS COELHO
Sonoplastia
FRANCISCO LEAL

Assistente de Encenação
ANA SARAGOÇA
Direcção de Cena
CÁTIA ESTEVES | MIGUEL FERREIRA
Operação de Luz
FRED ROMPANTE | JOÃO LEAL
Operação de Som
MIGUEL ÂNGELO SILVA

Maquinaria de Cena
IVO CASTRO | JORGE SILVA
Coordenação Guarda-Roupa e Adereços
ELISABETE LEÃO
Costureiras
NAZARÉ FERNANDES | FÁTIMA RORIZ |
VIRGÍNIA PEREIRA

Aderecistas
ISABEL PEREIRA | HUGO LOUREIRO |
GUILHERME MONTEIRO | DORA PEREIRA |
CATARINA BARROS | CRISTINA LUCAS
Auxiliar de Camarim
LAURA ESTEVES
Fotografia de Cena
JOÃO TUNA

Co-produção: ESCOLA DE MULHERES | TEATRO NACIONAL SÃO JOÃO | TEATRO MUNICIPAL MARIA MATOS

Sala Principal do Teatro Nacional São João
de 4 a 27 de Julho, 2003
Teatro Municipal Maria Matos
de

 


Três rosas amarelas*
Duas peças de Birn Friel, mestre irlandês de um teatro que vem da memória, da revisão infinita dos territórios da ilusão e da decepção. Duas peças habitadas por personagens de Tchekov, interpretadas por Sandra Faleiro e António Lagarto, dois dos mais reconhecíveis actores portugueses.
Não tenho mais texto para acrecentar ao discurso destas personagens. Ouço-as; persigo-lhes as razões; abraço-as de vez em qando, para que se acalmem. Todos os dias partilhamos a memória do que foi, e será sempre, revisitado de forma mais elaborada e próxima da perfeição (da verdade) que cada um escolhe para si próprio. ("Mas, é claro, essas categorias - pública e privada, enganosa ou autêntica - nunca são tão distintas como achamos.")
Conversamos sobre a consistência das suas vulnerabilidades. Do vidro moído em Uma Peça Mais Tarde e do sangue em O Jogo de Ialta... "e sobre como lidar com a situação".
À vez, brindamos às inverdades de Andrei; aos terrores agorafóbicos de Sónia; aos jogos de Gúrov; à inocência perdida de Anna; ao Vânia; às irmãs, especialmente à Macha; à Natacha e aos seus filhos; ao fiel Nicolai; ao signor Puccini; à pobre Mimi; ao quase sagrado Ástrov; à bela Elena; a Ialta, Sacalina, Moscovo, Taganrog, Pargolovo - e a todas as partidas e chegadas; às cadelas mimadas. E a "essa beleza única que a juventude nos concede":
Imbuído da esperança que o autor nos confere, faço de conta que sou o guardião temporário deste teatro conservador dos bens de família. Faço de conta que, envelhecendo um século, posso continuar à espera de nunca mais morrer. ("Mas a aproximação a um desfecho já começara e nós estávamos agora a viver o período mais complicado, mais assustador e mais doloroso de todos.")
Nuno Carinhas

*Título de um conto de Raymond Carver sobre a morte de Tchekov

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