O BANHO DE TOMOKO

Será uma fotografia de um cadáver de uma criança mais pornográfica ou chocante do que uma fotografia de sexo explicito?


As imagens de morte e violência partilhadas até ao esvaziamento, na sua tentativa de denunciar e comover, o que conseguem realmente?


Assistimos diariamente nas televisões e nas redes sociais ao horror da morte quase em directo, mas censuramos cada vez mais imagens de nudez e sexo. Houve um tempo em que uma fotografia de uma criança nua a correr, Kim Phúc fotografada por Huynh Công Ut, tinha o poder de terminar uma guerra, ou tal como a fotografia de W.Eugene Smith , O Banho de Tomoko, o de simbolizar todas as vítimas de uma das grandes atrocidades ambientais da historia.

 

Mas, e agora? Qual é o poder de uma imagem? Será sempre político, mas como? A Morte e o sexo, o que nos implica mais? E tudo à distância de um clic. Reality shows ou poesia? Reportagens ou ficção?

 

Ficha Técnica e Artística

de Catarina Santiago Costa
criação e espaço cénico Marta Lapa
música original interpretada ao vivo Pedro Moura
co-criação e interpretação Teresa Coutinho e Vitor Alves da Silva

desenho de luz Paulo Santos
fotografia Valério Romão
design gráfico Luísa Pires Barreto
operação técnica Ricardo Brito Diniz
direcção de produção e comunicação Ruy Malheiro

66ª produção ESCOLA DE MULHERES

Duração aprox. 60min.

M/16

ESTREIA 5 de Setembro de 2019

espaço Escola de Mulheres (Clube Estefânia)

digressão: ACERT – Tondela – 12 de Outubro 2019

 

Os comentários estão fechados