Em cartaz

espaço Escola de Mulheres (Clube Estefânia)

 

A ESCOLA DE MULHERES apresenta em acolhimento

 
A
Escola de Mulheres, com a sua atividade sedeada no Clube Estefânia em Lisboa, para além da apresentação regular das suas próprias criações, apresenta, em regime de acolhimento, as criações de várias estruturas nacionais e não só, assim como eventos vários e ações de formação, entre outros. Desta forma a companhia cria laços de parceria artística com diversos criadores e companhias, proporcionando ao seu público uma programação regular e diversificada no seu espaço.

MANÚ ou  a ilusão do tempo

pela companhia colombiana

 Casa del Silencio

Um início, um final. Muitas perguntas e poucas certezas. Uma intuição. Manú, um soldado desgastado por anos de batalhas termina hoje a guerra. Um homem como ele, demasiado sensível para suportar os desastres dos combates, jamais nela devia ter participado. Muito cair e muito erguer. Ainda que bizarras, algumas recordações, aprendizagens e treinos, mas só um grande desejo: regressar a casa e reencontrar Magnolia, a mulher que o espera. De novo o início de um caminho, o do retorno, porém a distância parece intransponível e o que é pior, a sua memória não lhe dá o privilégio de se recordar dele. Um fragmento, uma estrada, um mapa, uma prenda do seu eterno amigo. Não há tempo a perder, erguer os olhos, orientar-se e avançar. O percurso, às vezes adverso, mergulha-o num mundo ilusório onde a verdade se confunde com a ficção. Seu passado é real ou imaginado? Parece já não estar preocupado com a definição das fronteiras. Tantos anos temendo-as, agora só quer continuar. Uma questão básica aflige-o, uma caixa de inúmeros recantos que contém todos os desejos, a água qual espelho dos seus medos, o vento despojando-o das suas recordações e só uma velha raposa que o acompanha, não são mais do que fantasias atravessadas no seu caminho. Às vezes quando parece dormir, sonha… Lembrança ou devaneio? Nada é certo. Avança, avança até compreender o mistério da sua viagem: toda uma vida que parece suspensa num imenso universo. O tempo passa, passou ou, afinal, foi só uma ilusão?

Casa del Silencio

Desde 1997 que a CASA DEL SILENCIO constrói o teatro físico e gestual colombiano. É um laboratório de investigação, criação e formação à volta do teatro físico. O seu objectivo principal é a difusão da técnica do mimo corporal dramático criada pelo mestre Étienne Decroux e alguns elementos de estilização desenvolvidos pelo mestre Marcel Marceau orientados para a construção do teatro físico como base formativa para o actor. Desde a sua fundação caracteriza-se por oferecer intercâmbios artísticos e académicos com personalidades internacionais que contribuíram para investigação e escrita de diversas possibilidades interpretativas, visiuais e dramatúrgicas que o corpo cénico permite decifrar para entrar numa nova teatralidade própria, silenciosa e corpórea. Paralelamente, desenvolve o laboratório permanente e itinerante de formação em teatro físico, “Le Geste”, espaço que com o tempo se constituiu como um viveiro importante da cena nacional colombiana. Nas suas principais criações destacam-se La Kermesse (1997); La Belleza y la Fealdad (2000); Woyzeck, um lamento no silencio (2005); Kokoro, melodrama bizarro para teatro físico e gestual (2013), entre outros.

 http://casadelsilencioysuteatrogestual.blogspot.pt/

direcção Juan Carlos Agudelo | dramaturgia Ángela Valderrama | composição gestual e visual Casa del Silencio | intérpretes criadores Crystian Solórzano, Rocío Rojas e Juan Carlos Agudelo | assistência de direcção Julián Peña, Rocío Rojas |  assistência técnica Crystian Solórzano | audiovisuais Leonardo Carreño | desenho de luz Julián Peña, Pierrik Malebranche | sonoplastia Julián Peña y Felipe Londoño |  composição musical Felipe Londoño | cenografia Taller de los Hermanos Castro | figurinos Jaqueline Rojas | assessoria em animação de objectos Pierrik Malebranche | fotografia Felipe Camacho e Lorena Sandoval | produção Susana Marques | classificação M/6

MANÚ ou a ilusão do tempo

espaço Escola de Mulheres [Clube Estefânia]

15, 16 e 17 junho 21h30


WORKSHOP DE VIEWPOINTS E SUZUKI

por NICOLAU ANTUNES

Um olhar introdutório sobre os Viewpoints enquanto treino de ator, prática de ensemble e também como pesquisa de material de criação.
Os Viewpoints são uma filosofia traduzida numa técnica de improvisação e criação que permite uma expansão da consciência da relação com o espaço e o tempo pelo performer/ator, permitindo-lhe que funcione ao mesmo tempo de forma intuitiva e espontânea mas também consciente e co-responsável pelo processo criativo a decorrer momento a momento. Criados na dança pós-moderna, os Viewpoints foram adaptados e desenvolvidos por Anne Bogart para o teatro, possibilitando uma exploração dos limites e fronteiras das artes cénicas contemporâneas.

Começaremos cada sessão com a Técnica Suzuki, complementar aos Viewpoints, levantando assim a energia “animal” do performer. Uma gramática de movimentos centrados na parte inferior do corpo e nos pés, inspirada na disciplina e rigor das artes marciais e na alta estilização física do teatro tradicional japonês. Os exercícios deliberadamente desafiam o equilíbrio e estabilidade do corpo para, desta forma, o actor aprender a permanecer constantemente centrado e enraizado, num estado de elevada consciência física, resgatando-o dos hábitos criados pelos movimentos quotidianos.

NICOLAU ANTUNES
Docente na Escola Profissional de Teatro de Cascais e na InImpetus Escola de Actores, leccionou também na Universidade de Évora e no ISPA-IU, entre outros. Tendo feito formação de Viewpoints e Suzuki com a SITI company, é membro da SEE (SITI Extended Ensemble).
Tem um Mestrado em Encenação pela Middlesex University, Londres e Estudos de Qualificação Avançada pela GITIS (Academia Russa de Arte Teatral).

WORKSHOP VIEWPOINTS E SUZUKI
por Nicolau Antunes

espaço ESCOLA DE MULHERES [clube Estefânia]
Rua Alexandre Braga 24 A – Lisboa

de 3 a 9 de Junho das 10h às 14h
[total 28h de formação]


PENDENÇA SEM MERCÊ DE QUERER BEBER SEM TER O QUÊ

Textos de Anrique da Mota & Gil Vicente

& também um poema popular transmontano que o Fausto musicou

PENDENÇA SEM MERCÊ DE QUERER BEBER SEM TER O QUÊ é um espetáculo teatral criado a partir da vontade de retomar a encenação do Pranto de Maria Parda, de Gil Vicente, estreada pelo Teatro Língua em 2009. Partindo desse trabalho como referência inicial para este projeto, interessou-nos agora criar um espetáculo que incluísse outros materiais textuais do universo literário quinhentista português e do cancioneiro popular. Assim, os temas do vinho e da sua carência deram o mote a uma montagem dramatúrgica que inclui a Lamentação do Clérigo, de Anrique da Mota, algumas trovas do mesmo autor, e um poema popular transmontano que Fausto Bordalo Dias também já trabalhou, transformando-o numa canção. Procurámos, neste espetáculo, uma linha de encenação assente no trabalho do ator, explorando linguagens cénicas inspiradas pelo teatro do gesto e pelo teatro de máscara, e tentando desse modo desdobrar em corpo e peripécia cénicos a base lírica e narrativa dos velhos poemas de que partimos.

encenação Miguel Sopas | assistência de encenação Alice Medeiros | apoio dramatúrgico Fernando Villas-Boas | apoio vocal Luís Moreira | cenografia Ana Limpinho | figurinos e caracterização Sílvia Lousada | adereços Stéphane Alberto | desenho de luz Alexandre Costa | sonoplastia Carlos Nascimento | produção executiva Inês Pereira | design gráfico Patrícia Maya | fotografia de cena Amândio Bastos

com Ana Teresa Santos, José Mateus, José Redondo, Luís Moreira, Pedro Filipe Mendes & Miguel Sopas (voz off)

Durante o espetáculo ouve-se uma canção de Fausto Bordalo Dias.

produção Teatro Língua – Associação Cultural
apoios Câmara Municipal de Lisboa – Polo Cultural Gaivotas | Boavista
acolhimento Escola de Mulheres

AGRADECIMENTOS
Alexandre Morais, Anaísa Raquel, Bruno Bravo, Diana Pereira, Escola de Mulheres – Oficina de Teatro, Espaço Zero, Fausto Bordalo Dias, Francisco Campos, Galegas 7, Gato que Ladra, João Chicó, Marta Raquel Fonseca, Miguel Loureiro, Nelson Guerreiro, Paula Fernandes, Pedro Domingos, Primeiros Sintomas, Projecto Ruínas, Rafaela Mapril, Ricardo Caiado, Rita Álvares Pereira, Rita Costumista, Rute Rocha, Susana Nunes, TEAR – Espaço das Artes, Teatro da Terra, Teatro Nacional D. Maria II, Tiago Casais, Valério Romão, Vitorino Coragem, Zé Bernardino.

Duração 60 minutos
Classificação etária M/12

espaço Escola de Mulheres [Clube Estefânia]
de 27 abril a 14 maio
[5ª,6ª e domingo às 21h30 – aos sábados não se realizarão sessões]


 POR NASCER UMA PUTA NÃO ACABA A PRIMAVERA

“Não há um velho que esqueça onde escondeu o seu tesouro” – Cícero, citado em “Memória das Minhas Putas Tristes”.
É a partir do tema central do romance de Gabriel García Márquez que abordamos a relação entre corpos novos e usados, as suas capacidades e vontades, bem como uma das coisas que nunca envelhece: a necessidade de amar e ser amado.
Três personagens que vivem por si só, três histórias independentes, interceptam-se e entram em conflito. De porta em porta, de luz em luz, de movimento em movimento, depreendemos que o tempo é escasso e que não vale a pena negar ou contrariar o sentimento omnipresente, o tal “amor”.

Criação Alexandre Tavares e Anouschka Freitas
Apoio à Dramaturgia e Direção de Actores Sylvie Rocha
Interpretação Alexandre Tavares, Anouschka Freitas e Diogo Tavares
Música e Sonoplastia Ângela Flores Baltazar
Apoio ao Figurino José António Tenente e Tiago Silva
Design Tiago Silva e Anouschka Freitas
Produção Executiva Ruy Malheiro
Fotografia Cénica Alípio Padilha
Vídeo Sofia Marques Ferreira
M/16

Espaço Escola de Mulheres (Clube Estefânia)
Rua Alexandre Braga, 24 A – Lisboa
de 16 A 19 de MARÇO
5ª a dom. 21h30


EM MEMÓRIA

OU A VIDA INTEIRA DENTRO DE MIM

Um monólogo às voltas com a memória e as memórias de que todos somos feitos Bem-vindos.
Não se sentem sem dizer boa noite, não virem costas sem se despedirem. A porta está aberta. A memória está de porta aberta, à espera de mim. Não me deixem aqui sem vir ao meu encontro. Não se desprendam sem saber que já chegaram. Aconcheguem-se. Olharmo-nos é a certeza de que em tudo existimos. Se não for nada disto, não regressem. O tempo deve estar na hora. Reconheço que temos que partir, foi para isso que viemos, é assim que aqui estamos. Bem-vindos até ao fim. Em memória é uma criação dos Gambozinos e Peobardos – Grupo de Teatro da Vela, em coprodução com o Trigo Limpo Teatro Acert. Esta junção artística nasce de uma ligação afetiva que começou nos espetáculos comunitários que a companhia de Tondela dirigiu no Teatro Municipal da Guarda entre 2006 e 2012. Da amizade nasceu a vontade de uma colaboração que se manifesta aqui através das palavras de Vergílio Ferreira. Em memória é um monólogo de Pompeu José com encenação de António Rebelo e Pedro Sousa.

Texto: Até ao Fim de Vergílio Ferreira
Dramaturgia e encenação: António Rebelo e Pedro Sousa
Interpretação: Pompeu José
Apoio à dramaturgia: João Neca
Cenografia: Zétavares
Desenho de luz: Paulo Neto
Figurinos: Adriana Ventura
12ª Criação dos Gambozinos e Peobardos – Grupo de Teatro da Vela em co-produção com o Trigo Limpo Teatro Acert

Espaço Escola de Mulheres (Clube Estefânia)
Rua Alexandre Braga, 24 A – Lisboa
de 3 a 5 de Março
6ª a dom. 21h30

 


CRIMINOSA_MENTE

Ficha Técnica e Artística
Textos originais e iluminação Marinel Matos
A partir de “Crimes Exemplares” de Max Aub Encenação e espaço cénico Ruben Saints
Elenco: Ângelo Ferreira, Elsa Maurício Childs, Ivo Meco, Isabel Moreira, Lurdes Garcia, Maria d’Oliveira
Video realização e m
ontagem Mariana Castro
Produção Coletivo a Tribo Amadores Dramáticos
Classificação etária M/16

Sobre o espetáculo: Relatos na primeira pessoa de homicídios cometidos. Um mergulho nas mentes desviantes que inevitavelmente levaram a uma série de crimes sangrentos. Humor negro.

Espaço Escola de Mulheres (Clube Estefânia)
Rua Alexandre Braga, 24 A – Lisboa
de 16 A 26 de FEVEREIRO
5ª a dom. 21h30


BILHETEIRA ESCOLA DE MULHERES

Preços:
12€ Geral
8€ Maiores de 65 | Residentes Freguesia Arroios | Menores de 25
6€ Profissionais do espetáculo | Estudantes de Artes Performativas

6ª feira DIA DO ESPECTADOR bilhete preço único 6€

Bilhetes à venda na BOL e na Bilheteira Local nos dias de espetáculo (abertura às 20h até ao início dos espetáculos)

Informações e reservas (3ª a domingo das 15h às 20h)
emulheres.oficina@gmail.com
(+351) 915 039 568

Os comentários estão fechados