Programação

ESPAÇO ESCOLA DE MULHERES

SALA DE TEATRO DO CLUBE ESTEFÂNIA


E SE A MÓNICA

E se a Mónica não tivesse morrido?

Entre o teatro e a dança, este espetáculo revisita a vida, a obra e o legado de Mónica Lapa, figura determinante da dança contemporânea portuguesa. A partir da sua biografia, das memórias de quem com ela se cruzou e das possibilidades abertas pela ficção, constrói-se um encontro entre a artista que existiu e aquela que poderia ter continuado a criar.

Bailarina, coreógrafa, produtora e impulsionadora de projetos que aproximaram artistas, geografias e comunidades, Mónica fez da dança um espaço de questionamento, inclusão e transformação. Em cena, corpos, palavras e gestos convocam o seu percurso e imaginam futuros interrompidos: que obras teria criado, que causas teria abraçado, que caminhos teria aberto?

Uma criação de Marta Lapa, sua irmã, que é simultaneamente um gesto íntimo de memória e uma interrogação coletiva sobre a permanência de um artista depois da morte. Procuramos não apenas recordar quem foi Mónica Lapa, mas reativar a sua energia agregadora, inquieta e visionária, devolvendo-a às novas gerações e ao presente da dança portuguesa.

Texto original Miguel Castro Caldas
Encenação e espaço cénico Marta Lapa
Cocriação e interpretação Francisco Camacho | Mélanie Ferreira
Música original Carlos Bica | Gonçalo Neto
Figurinos Vítor Alves da Silva
Fotografia Valério Romão
Desenho de luz Paulo Santos
Trailer e Registo Vídeo Eduardo Breda
Layout cartaz, conceção e edição programa Paulo Morgado
Direção de produção e design gráfico Ruy Malheiro
Produção executiva e operação técnica Hugo Nicholson
Estagiária de produção Maria Eduarda Carreira
Assessoria de imprensa Showbuzz

direção artística da Escola de Mulheres
MARTA LAPA e RUY MALHEIRO

81ª produção Escola de Mulheres
produção apoiada pelo Fundo Cultural da Sociedade Portuguesa de Autores

A Escola de Mulheres tem o apoio
República Portuguesa | CULTURA, JUVENTUDE e DESPORTO
Direção Geral das Artes
Câmara Municipal de Lisboa

M/12

Em 2026 faz 25 anos que Mónica Lapa morreu.

Grande impulsionadora da dança contemporânea portuguesa, a Mónica foi também professora de sapateado, sócia fundadora da Associação Portuguesa Para a Dança e fundou com Albino Moura o festival Danças na Cidade que dirigiu, até à data da sua morte, ao lado de Mark Deputter.

A Mónica era uma artista com uma visão promissora, que aliada à sua urgência pelo questionamento e inclusão pela arte, impressionou uma geração na dança em Portugal.

Bailarina talentosa que integrou durante vários anos o percurso criativo de Clara Andermatt, com quem desenvolveu também o trabalho de produção. A Mónica começou a sua carreira na dança, como sapateadora, quando tinha 16 anos. Mais tarde, afirma-se na dança contemporânea, criando com Francisco Camacho o dueto Bimarginário, seguido do solo Despe-te e Nada. Depois de um longo intervalo, reiniciou a criação coreográfica, com a que seria a sua última peça Miss Liberty, que estreou em 1999. Como diretora do Danças na Cidade, depois de um primeiro contacto com a comunidade de dança caboverdiana em 1994, embarcou num projeto novo, Dançar o que é Nosso. Durante quatro anos, desenvolveu o projeto com o intuito de estimular o intercâmbio artístico e a colaboração entre organizações e artistas da Europa, África e Brasil.

Este espetáculo é fruto de uma vontade que veio a germinar nos últimos anos na criadora Marta Lapa, sua irmã, refletindo sobre a importância e o impacto que Mónica teve na Dança Contemporânea Portuguesa a partir dos anos 90 do século passado. Fruto também da constatação de que há gerações de intérpretes e criadores de dança que não sabem quem foi Mónica Lapa e ou têm consciência do seu poder agregador, dinamizador e criador, sendo, no entanto, herdeiros do seu legado.

14 de outubro a 1 de novembro
4ª a 6ª 21h | sáb. 19h | dom. 18h


ANO 2200

de MARIA VASCONCELOS

ANO 2200, uma visão poética e apocalíptica da Humanidade que convida a uma reflexão
sobre a Liberdade e a sua perda. Um planeta repleto de cápsulas de oxigénio que mantêm
os seres-humanos vivos, fechados nos seus pequenos apartamentos como peixes num
aquário. Uma alegoria ao impacto político-social de um sistema autoritário num mundo em
que o lockdown se normalizou, a militarização do Estado, o fim da vida cultural, a destruição
de todo o habitat natural, a ausência de liberdade de expressão e de movimentos,
extrapulado ao ponto do ser-humano ficar incapacitado de ver, ouvir, sentir olfacto, paladar
e de perder a voz.
A encenação idealiza a fusão de diferentes técnicas visuais e teatrais. Um espectáculo de
sombras com projeções de videoarte e uma banda sonora original, criado a partir da
linguagem do teatro físico e do teatro de objectos

Texto | Direção Artística | Interpretação Maria de Vasconcelos

Apoio à encenação Pere Borrell
Banda sonora Fernando Mota
Vídeo arte | Design gráfico | Fotos de ensaio Teresa Colaço
Assistência artística e de produção Inês Melo
Desenho de luz Paulo Santos
Construção das sombras Maria de Vasconcelos e Raquel Ançã
Construção do cenário Paulo Ferro
Fotografia de cena Tânia Araújo- MEF
Vídeo do espetáculo | Trailer Matilde Real
Promotor do projeto Associação Cultural a Caravana Passa
Financiamento Fundação Calouste Gulbenkian
Parcerias Lua Cheia Teatro para Todos e Casa do Coreto, Fundação O erro- Cultura e
Ensino e MEF- Movimento de Expressão Fotográfica
Agradecimentos Ana Ribeiro, Alberto Parreira, Alfredo Muzaber, Cláudia Andrade,
Fernando Parreira, Flora Dolores (artesã- cravo), Inês Almeida, Joana Silva, José Falcão,
José Matos (artesão- cadeira), Manuel Ferro, Mar Margarida (mãos da marioneta), Marcel
Petek, Maurício Prieto (marioneta), Miguel Antunes, Pedro Fernandes, Rizoma- cooperativa
integral, Ruy Malheiro, Xavier Parreira

acolhimento Escola de Mulheres com o apoio República Portuguesa | CULTURA, JUVENTUDE e DESPORTO; Direção Geral das Artes e Câmara Municipal de Lisboa

M/12

11 de novembro
qua. | 21h.


Ideia original e texto Inês Ferreira da Silva
Encenação Diana Nicolau

O que nos ensinaram sobre o que é ser homem ou mulher?

Dos grandes números aos pequenos gestos do quotidiano, HISTERIÓTIPO questiona os estereótipos de género e a forma como influenciam as nossas relações, corpos, escolhas e respectivas consequências.

Em palco, Inês Ferreira da Silva e Ricardo Raposo dão corpo a um casal sem nome que procura respostas em si mesmo e no outro – acabando, inevitavelmente, com mais perguntas.

Ideia original | Texto Inês Ferreira da Silva
Encenação Diana Nicolau
Apoio criação | Assistência de encenação Carolina Ferraz
Interpretação Inês Ferreira da Silva e Ricardo Raposo
Desenho de luz Rui Braga
Desenho de som Nikolas Ferranddis
Vídeo media Jorge Albuquerque
Vídeo motion graphic para palco Catarina Neves Ricci
Figurinos Sara Coimbra Loureiro
Fotografia Raquel Pellicano
Apoio coreográfico Inês Afflalo
Comunicação Isaura Riethmueller
Colaboração | Consultoria musical Luca Argel

Uma co-produção Lumen e Quartel41

acolhimento Escola de Mulheres com o apoio República Portuguesa | CULTURA, JUVENTUDE e DESPORTO; Direção Geral das Artes e Câmara Municipal de Lisboa

M/14

19 a 21 novembro
qui., sex. e sáb | 21h.


de Beatriz Forjaz

Espoletar é uma açorda que se mastiga ao som das dinâmicas de poder e violência normalizadas no quotidiano da mulher.

Durante o jantar de inauguração da inflacionada propriedade de Marta, influenciadora digital em ascensão, real e absurdo fundem-se para refletir sobre a actualidade. 

Através do humor, da fofoca, de partilha íntimas e algumas acusações fortes, o convívio (ou confronto…) entre quatro jovens amigas revela diferentes ânsias e posições perante um mundo digital e individualista, numa inevitável ode à sororidade. 

Texto original | Encenação | Espaço cénico Beatriz Forjaz
Interpretação Beatriz Forjaz | Eduarda Arriaga | Francisca Sobrinho | Lua Gil | Maria Miguel Oliveira
Música original | Sonoplastia Sara Marita
Cenografia Carlota González | Madalena Dias
Apoio ao movimento João Pataco
Desenho de luz Bernardo Beja

acolhimento Escola de Mulheres com o apoio República Portuguesa | CULTURA, JUVENTUDE e DESPORTO; Direção Geral das Artes e Câmara Municipal de Lisboa

M/16

3 a 6 dezembro
qui. a sáb. 21h00 | dom. 17h00


de Sérgio Pelágio

Contos baralhados é o cine-concerto de estreia de 12 micro-filmes recriados a partir da gravação de 12 micro-histórias com texto original e composição musical de Sérgio Pelágio para as Histórias Magnéticas, um projeto de contos musicados e narrados ao vivo, nascido em 2009. Com base nesta sequência de micro-narrativas, o músico convidou 7 artistas a desdobrarem em imagens um conjunto de “episódios inverosímeis do quotidiano”, que atravessam sonhos, pensamentos e situações que normalmente desvalorizamos mas que, se neles atentarmos, descobrimos um mundo paralelo muito divertido e surpreendente, habitado por nadadores-voadores, ciclo-poetas, otorrinolaringologistas e extraterrestres.

O resultado é uma sequência de filmes onde se cruzam diversos imaginários e linguagens como o super 8 e a animação, ligados entre si pela guitarra de Pelágio e pela voz da atriz Isabel Gaivão, interpretadas ao vivo nesta sessão especial, que terá uma duração de 20 minutos e encerra com uma conversa informal entre o público e algumas das pessoas que realizaram estes filmes.

Texto original | Composição | Direção | Guitarra eléctrica Sérgio Pelágio
Narração Isabel Gaivão
Micro filmes Diogo Salgado | Gonçalo Pina | João Pedro Gomes | Mariana Ramos | Paulo Abreu | Patrícia Rego | Sandra Rosa Dias | Sofia Afonso | Sérgio Pelágio
Design Gráfico Carlos Bártolo
Produção Executiva Mariana Dias
Gestão | Administração Gonçalo Pina
Comunicação Susana Martins

acolhimento Escola de Mulheres com o apoio República Portuguesa | CULTURA, JUVENTUDE e DESPORTO; Direção Geral das Artes e Câmara Municipal de Lisboa

M/6

10 a 12 dezembro
qui. 21h | sex. 10h30 e 14h30 | sáb. 16h30


Precisava de sentir o corpo – era essa a gula.

Partimos da fome de estar no próprio corpo, de o tornar presente, de o provocar, escutar, expor e deixar transbordar. De dentro para fora, procuramos criar estados que permitem avançar para o corpo enquanto potencia que dança, assim sendo, através de exercícios de improvisação coletiva e individual, exploramos o erótico, o sensual, o devorador, o jogo e o desejo. Esta é uma partilha de ferramentas que servem a minha pesquisa: corpo, voz, rosto e presença como matéria viva, instintiva e expressiva.

Mélanie Ferreira (ela/dela) 

Nasceu na Suíça em 1996. Iniciou os seus estudos em dança em Viseu na Escola de Dança do Lugar Presente, onde frequentou o curso vocacional. Entre 2014 e 2019 fez a licenciatura e mestrado na Escola Superior de Dança.  

Integrou vários projetos com diferentes coreógrafos nomeadamente, Francisco Pedro, Diana Niepce, Ana Borralho e João Galante, André Uerba, Lucia Nacht, Sérgio Penna, São Castro, Clara Andermatt e João Lucas, Jorge Jácome, Maurícia Neves, Joana de Verona, Diana de Sousa e Kensaku Shinohara, Catarina Miranda, Daniel Matos e Sepideh Khodarahmi. Em 2021 estreia a sua primeira peça, sendo a criadora e intérprete da performance/fotografia Deitamos flores pelo lado de dentro em colaboração com André Alves, após este espetáculo dá início ao seu projeto Dependência Aberta (DA) que é um ciclo de solos interpretados por si, mas criados por artistas à sua escolha. Em 2023 foi nomeada pela SPA para melhor bailarina com a peça Carcaça de Marco da Silva Ferreira e em 2024 também foi nomeada com a peça Coreografia para uma Santificação (DA) de Tiago Vieira.  

Em 2026 colabora como intérprete nas peças: Carcaça e F*cking Future (neste último como substituta) de Marco da Silva Ferreira, An Ode to the Mouth (DA) de André Uerba (a estrear em 2027), Abrir Fogo encenação de Ana Sampaio e Maia e E se a Mónica de Marta Lapa (com estreia a 14 de outubro de 2026).

Datas: 14 a 18 dez 2026 – 2h/diárias (19h-21h) + 19 dez 2026 – 3h (18h-21h) com apresentação pública

Total: 13h de formação

Local: espaço Escola de Mulheres – Sala de Teatro do Clube Estefânia – Rua Alexandre Braga 24 A

Destinatários: profissionais das artes performativas com forte fisicalidade.

Número máximo de inscrições: 12 participantes

Valor: 130€ 
Valor a ser liquidado após a confirmação da inscrição, de 1 a 8 de dezembro, para o IBAN a ser facultado.

Data limite de inscrições: 30 de novembro 2026

14 a 18 dez 2026 – 2h/diárias (19h-21h) +
19 dez 2026 – 3h (18h-21h) com apresentação pública