E SE A MÓNICA

©Annie Assouline

SOBRE O ESPETÁCULO

Em 2026 faz 25 anos que Mónica Lapa morreu.

Grande impulsionadora da dança contemporânea portuguesa, a Mónica foi também professora de sapateado, sócia fundadora da Associação Portuguesa Para a Dança e fundou com Albino Moura o festival Danças na Cidade que dirigiu, até à data da sua morte, ao lado de Mark Deputter.

A Mónica era uma artista com uma visão promissora, que aliada à sua urgência pelo questionamento e inclusão pela arte, impressionou uma geração na dança em Portugal.

Bailarina talentosa que integrou durante vários anos o percurso criativo de Clara Andermatt, com quem desenvolveu também o trabalho de produção. A Mónica começou a sua carreira na dança, como sapateadora, quando tinha 16 anos. Mais tarde, afirma-se na dança contemporânea, criando com Francisco Camacho o dueto Bimarginário, seguido do solo Despe-te e Nada. Depois de um longo intervalo, reiniciou a criação coreográfica, com a que seria a sua última peça Miss Liberty, que estreou em 1999. Como diretora do Danças na Cidade, depois de um primeiro contacto com a comunidade de dança caboverdiana em 1994, embarcou num projeto novo, Dançar o que é Nosso. Durante quatro anos, desenvolveu o projeto com o intuito de estimular o intercâmbio artístico e a colaboração entre organizações e artistas da Europa, África e Brasil.

Este espetáculo é fruto de uma vontade que veio a germinar nos últimos anos na criadora Marta Lapa, sua irmã, refletindo sobre a importância e o impacto que Mónica teve na Dança Contemporânea Portuguesa a partir dos anos 90 do século passado. Fruto também da constatação de que há gerações de intérpretes e criadores de dança que não sabem quem foi Mónica Lapa e ou têm consciência do seu poder agregador, dinamizador e criador, sendo, no entanto, herdeiros do seu legado.


SINOPSE

E se a Mónica não tivesse morrido?

Entre o teatro e a dança, este espetáculo revisita a vida, a obra e o legado de Mónica Lapa, figura determinante da dança contemporânea portuguesa. A partir da sua biografia, das memórias de quem com ela se cruzou e das possibilidades abertas pela ficção, constrói-se um encontro entre a artista que existiu e aquela que poderia ter continuado a criar.

Bailarina, coreógrafa, produtora e impulsionadora de projetos que aproximaram artistas, geografias e comunidades, Mónica fez da dança um espaço de questionamento, inclusão e transformação. Em cena, corpos, palavras e gestos convocam o seu percurso e imaginam futuros interrompidos: que obras teria criado, que causas teria abraçado, que caminhos teria aberto?

Uma criação de Marta Lapa, sua irmã, que é simultaneamente um gesto íntimo de memória e uma interrogação coletiva sobre a permanência de um artista depois da morte. Procuramos não apenas recordar quem foi Mónica Lapa, mas reativar a sua energia agregadora, inquieta e visionária, devolvendo-a às novas gerações e ao presente da dança portuguesa.


FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA

texto original Miguel Castro Caldas | encenação e espaço cénico Marta Lapa | cocriação e interpretação Francisco Camacho e Mélanie Ferreira | música original Carlos Bica e Gonçalo Neto | figurinos Vitor Alves da Silva | fotografia Valério Romão | desenho de luz Paulo Santos | teaser e registo vídeo Eduardo Breda | direção de produção e design gráfico Ruy Malheiro | produção executiva e operação técnica Hugo Nicholson | estagiária de produção Maria Eduarda Carreira | assessoria de imprensa Showbuzz

direção artística da Escola de Mulheres MARTA LAPA e RUY MALHEIRO


M12

81ª produção Escola de Mulheres
produção apoiada pelo Fundo Cultural da Sociedade Portuguesa de Autores

A Escola de Mulheres tem o apoio
República Portuguesa | CULTURA, JUVENTUDE e DESPORTO
Direção Geral das Artes
Câmara Municipal de Lisboa



espaço ESCOLA DE MULHERES
SALA DE TEATRO DO CLUBE ESTEFÂNIA
ESTREIA 14 de outubro 2026
TEMPORADA 14 de outubro a 1 de novembro 2026
4ª a 6ª às 21h – sáb. 19h – dom. 18h

©Valério Romão